Pouco se fala sobre o lado sem glamour de ser uma mulher na tecnologia, sobre o preço que se paga.
Pouco se fala sobre o quanto é cansativo precisar se provar de novo e de novo.
E, muitas vezes, meu maior carrasco não é outra pessoa. Sou eu mesma.
Porque eu sei o quão difícil é o caminho… e sei o quão alto eu quero chegar.
Pouco se fala sobre a casa bagunçada, os almoços, aniversários, casamentos e jantares perdidos, interrompidos pela exaustão, pelas demandas e pela sensação constante de que ainda poderia estar fazendo mais.
Pouco se fala sobre a culpa.
Sobre tentar entregar tudo com excelência enquanto luta contra mil coisas ao mesmo tempo.
Sobre ser só uma mulher tentando sustentar sonhos gigantes em um mundo que constantemente exige sempre mais e mais.
Mas o que me consola é olhar para trás e enxergar o caminho que percorri.
Perceber que, enquanto lutava para ocupar espaços, também fui abrindo passagem para outras meninas sonhadoras como eu.
Quando se admiram com a quantidade de coisas que eu faço, eu sorrio e penso:
"Mal sabem a que preço."
E quando escuto "queria ser assim", às vezes a vontade é responder:
"Eu nem sei se deveria."
Ainda assim, sigo.
Porque existe força até nas versões cansadas de nós mesmas.
Que eu continue forte para enfrentar cada desafio, sendo uma força da natureza mesmo nos dias difíceis.
E que amanhã eu seja uma versão melhor de quem fui hoje.
Minha luta sempre será para ser melhor do que fui ontem.
E o meu mais sincero obrigada a cada pessoa que segue me apoiando, amparando e incentivando, principalmente nos momentos em que, por algum motivo, eu me vejo de joelhos.
Obrigada por serem minha força quando as minhas se esgotam.
Por me ajudarem a continuar de pé.